A epopéia de Joaquim
1ª. parte: A Vida
Joaquim sonhava
Sonhava com o nada
O nada que se resumia sua existência
Não era doce feio vermelho ou simpático
Era nada.
E foi assim no meio do nada
Que Joaquim acordou assustado
Era um berro
um grito
um palavrão?
Vai saber!
Joaquim ouvia mas não entendia.
- Joaquim vem, vem para mim
Vem que eu te dou meus braços meu carinho
Minha sabedoria!
- Vem Joaquim que de nada agora saberás tudo
Sua existência será uma aventura provocante
Sentirás prazer alegria orgasmos amor!
Joaquim que não abrira os olhos até então
Voltou-os para a voz cheia de melodia
e viu.
Viu uma criatura linda
Viu que era branca loira alta de olhos azuis que carregava consigo uma espada
E, logo que vira
sentiu.
Sentiu um perfume envolvente doce febril sedutor
Que o atraiu.
Queria Joaquim tocar a criatura
Que tanto o aprazia.
A criatura sorriu de onde estava
Estendeu os braços para Joaquim e o esperou.
E Joaquim foi.
E ao chegar perto da criatura
uma luz intensa o cegara
um barulho estrondoso o deixara surdo
um cheiro horrível o envolveu
E Joaquim se contorceu se debateu
E se viu tocado por uma coisa seca e rude
que o puxava
que o puxava
e Joaquim se debatia
- Vem Joaquim, vem para mim
mas aquilo tudo
já não lhe aprazia
e se contorcia
- Vem!
e o puxava rude e seca
e o fedor já era insuportável
assim como a luz intensa
e o barulho arrebatador
Joaquim saiu.
Saiu à força.
As mãos que lhe puxavam a cabeça
seguravam agora seu pés
Pá! Foi um belo tapa!
Sentira arder intenso sua pequena bunda
e o grito lancinante saiu.
Joaquim não agüentou.
A criatura horrível
que agora o segurava
disse-lhe gentilmente ao pé do ouvido
- Isso é para largar mão de ser besta
e não confiar em estranhos.
Porque foi besta
Joaquim nasceu
Não em berço de ouro
nem em manjedoura
foi na Maternidade Nossa Senhora do Monte Serrat
numa cidadezinha do interior paulista.
Não foi anunciado por estrelas cadentes
nem por charutos cubanos
mas sim por uma canção contente de seu pai ébrio
e por uma piada de mal gosto dos médicos acerca de sua esperança vindoura.
A criatura maravilhosa segundo dizem
é a Vida.
Mas por que raios ela carregaria uma espada junto de si?
Joaquim sonhava
Sonhava com o nada
O nada que se resumia sua existência
Não era doce feio vermelho ou simpático
Era nada.
E foi assim no meio do nada
Que Joaquim acordou assustado
Era um berro
um grito
um palavrão?
Vai saber!
Joaquim ouvia mas não entendia.
- Joaquim vem, vem para mim
Vem que eu te dou meus braços meu carinho
Minha sabedoria!
- Vem Joaquim que de nada agora saberás tudo
Sua existência será uma aventura provocante
Sentirás prazer alegria orgasmos amor!
Joaquim que não abrira os olhos até então
Voltou-os para a voz cheia de melodia
e viu.
Viu uma criatura linda
Viu que era branca loira alta de olhos azuis que carregava consigo uma espada
E, logo que vira
sentiu.
Sentiu um perfume envolvente doce febril sedutor
Que o atraiu.
Queria Joaquim tocar a criatura
Que tanto o aprazia.
A criatura sorriu de onde estava
Estendeu os braços para Joaquim e o esperou.
E Joaquim foi.
E ao chegar perto da criatura
uma luz intensa o cegara
um barulho estrondoso o deixara surdo
um cheiro horrível o envolveu
E Joaquim se contorceu se debateu
E se viu tocado por uma coisa seca e rude
que o puxava
que o puxava
e Joaquim se debatia
- Vem Joaquim, vem para mim
mas aquilo tudo
já não lhe aprazia
e se contorcia
- Vem!
e o puxava rude e seca
e o fedor já era insuportável
assim como a luz intensa
e o barulho arrebatador
Joaquim saiu.
Saiu à força.
As mãos que lhe puxavam a cabeça
seguravam agora seu pés
Pá! Foi um belo tapa!
Sentira arder intenso sua pequena bunda
e o grito lancinante saiu.
Joaquim não agüentou.
A criatura horrível
que agora o segurava
disse-lhe gentilmente ao pé do ouvido
- Isso é para largar mão de ser besta
e não confiar em estranhos.
Porque foi besta
Joaquim nasceu
Não em berço de ouro
nem em manjedoura
foi na Maternidade Nossa Senhora do Monte Serrat
numa cidadezinha do interior paulista.
Não foi anunciado por estrelas cadentes
nem por charutos cubanos
mas sim por uma canção contente de seu pai ébrio
e por uma piada de mal gosto dos médicos acerca de sua esperança vindoura.
A criatura maravilhosa segundo dizem
é a Vida.
Mas por que raios ela carregaria uma espada junto de si?

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